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Quatro são presos suspeitos de matar e carbonizar mulher trans em Rio Verde
Crime ocorreu após briga em bar; corpo de Rede Wagner Faria Bernardes, de 43 anos, foi encontrado em lote baldio com sinais de espancamento e queimaduras.
22/10/2025 17h47
Por: Redação Fonte: Mais Goiás
Corpo foi encontrado em um lote baldio no Residencial Monte Sinai / Reprodução: PCGO

A Polícia Civil de Goiás prendeu quatro pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato de Rede Wagner Faria Bernardes, mulher trans de 43 anos, encontrada morta e parcialmente carbonizada em Rio Verde, no sudoeste do estado. O corpo foi localizado na manhã desta terça-feira (21) em um lote baldio no Residencial Monte Sinai.

De acordo com as investigações, a vítima havia se envolvido em uma briga com três homens e uma mulher horas antes do crime, em um bar no Bairro Popular, região central da cidade. Testemunhas relataram que Rede foi perseguida por dois dos homens a pé, enquanto os outros suspeitos tentavam cercá-la em um carro branco, modelo Ford Ka.

Câmeras de segurança e depoimentos ajudaram a identificar o grupo, que foi localizado menos de oito horas depois do corpo ser encontrado. Os quatro trabalhavam na manutenção de um supermercado da cidade e foram presos no local de trabalho.

Segundo a polícia, a vítima foi levada a uma área isolada, onde foi agredida com pedradas, estrangulada e teve o corpo parcialmente queimado. O delegado responsável classificou o crime como de extrema violência e crueldade.

As equipes do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) continuam apurando as circunstâncias do caso, incluindo motivações e eventual crime de ódio. O laudo pericial deve confirmar a causa da morte e a sequência dos fatos.

A prisão dos suspeitos foi considerada rápida e decisiva para o andamento das investigações. O caso reacende o alerta para os altos índices de violência contra pessoas trans no Brasil, país que lidera o ranking mundial de assassinatos motivados por transfobia.