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Drones sobrevoaram casa de promotor jurado de morte pelo PCC, revela investigação
Operação Recon descobriu que facção monitorava Lincoln Gakiya com vigilância aérea e casa alugada a menos de 1 km de sua residência
24/10/2025 14h52
Por: Redação Fonte: CNN Brasil
Lincoln Gakiya é um dos principais alvos de ameaças do Primeiro Comando da Capital (PCC). / Foto: Reprodução

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, um dos principais alvos de ameaças do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelou que drones sobrevoaram sua casa nas últimas semanas, em uma ação de vigilância da facção criminosa. A informação foi confirmada durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (24), na sede do Ministério Público de São Paulo.

A revelação veio à tona durante a Operação Recon, deflagrada em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil, que desarticulou um plano de execução contra Gakiya e o coordenador de presídios do Oeste paulista, Roberto Medina.

Segundo as investigações, integrantes do PCC chegaram a alugar uma casa a apenas 900 metros da residência do promotor, usada para monitorar sua rotina diária. O esquema incluía o uso de drones, coleta de dados de geolocalização e registros detalhados de deslocamentos entre o condomínio, o trabalho e a academia.

A operação mobilizou mais de 180 policiais e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em sete cidades do interior paulista, incluindo Presidente Prudente, Álvares Machado e Presidente Venceslau.

🔍 Como o plano foi descoberto

O complô foi identificado após a prisão de dois membros do PCC em julho: Victor Hugo da Silva, o VH, e Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, conhecido como Corinthinha. Nos celulares apreendidos, investigadores encontraram fotos, vídeos e rotas completas de autoridades e familiares.

A perícia confirmou que VH esteve pessoalmente nos locais frequentados por Medina e sua esposa, monitorando horários, veículos e deslocamentos. Outro integrante, Sérgio Garcia da Silva, o Messi, também foi identificado como responsável por levantar informações sobre Gakiya.

De acordo com o MPSP, o grupo faz parte de uma célula especializada do PCC dedicada exclusivamente à coleta de informações de autoridades e suas famílias — uma estrutura criada para preparar atentados com precisão e evitar vazamentos internos.

🚔 Operação Recon

Os mandados cumpridos nesta sexta resultaram na apreensão de equipamentos, celulares e registros digitais que devem reforçar a próxima etapa da investigação, voltada a identificar os mandantes e a cadeia de comando do plano.

“Os criminosos já tinham mapeado hábitos e rotas das autoridades em um plano meticuloso e audacioso, o que mostra o grau de periculosidade da facção”, afirmou o MPSP em nota.

O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, manifestou apoio irrestrito a Gakiya e Medina, que vivem sob escolta policial há mais de uma década.

A Operação Recon conseguiu impedir o avanço da fase de execução do plano. Gakiya, que há anos atua em investigações contra o PCC, afirmou que a tentativa mostra “o nível de sofisticação e ousadia da facção”.