
A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) informou nesta quinta-feira (23) que a morte de um homem de 43 anos, internado no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), não foi causada por intoxicação por metanol.
De acordo com o boletim, o paciente, que estava internado no Setor Santos Dumont, teve o caso investigado após suspeita de contaminação por bebida adulterada. Exames laboratoriais, no entanto, não detectaram a substância.
Até o momento, Goiás registrou 11 notificações de casos suspeitos, mas nenhum foi confirmado. Cinco deles foram descartados após análise e outros seis não se enquadraram nos critérios de suspeita.
Com isso, o estado segue sem nenhum caso confirmado de intoxicação por metanol.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza 53 casos confirmados de contaminação por metanol em cinco estados: São Paulo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
Outros 59 casos permanecem em investigação, totalizando 112 notificações no país.
O Ministério da Saúde alerta que os sintomas da intoxicação por metanol podem surgir entre 12 e 24 horas após a ingestão da bebida adulterada. Entre eles estão:
dor abdominal,
náusea,
confusão mental e
alterações visuais.
Em caso de suspeita, a recomendação é procurar atendimento médico imediato, já que o tratamento rápido pode evitar sequelas permanentes, como a cegueira.
Em outro caso investigado, o jovem Igor Thomae Rodrigues, de 27 anos, morador de Água Boa (MT), relatou perda total da visão após consumir uísque supostamente adulterado.
Ele está internado em um hospital particular de Goiânia e afirmou, em vídeo, que começou a apresentar sintomas de vômitos, dor abdominal e falta de ar antes de perder a visão.
“Eu não sinto meu tórax, minhas costas. E eu não enxergo nada, absolutamente nada”, disse o paciente.