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Trump diz que “chegará a um acordo” com Xi Jinping
EUA e China avançam para reduzir tensão comercial; encontro deve acontecer na quinta-feira na Coreia do Sul; dentro os temas: exportações, TikTok e compra de soja
27/10/2025 17h37
Por: Redação
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (27) que está confiante em um acordo comercial com a China após meses de tensões entre as duas maiores economias do mundo. A declaração foi dada durante viagem ao Japão, antes do encontro com o presidente chinês Xi Jinping, marcado para quinta-feira (30) na Coreia do Sul.

“Tenho muito respeito pelo presidente Xi e acho que chegaremos a um acordo”, declarou Trump a jornalistas no avião presidencial Air Force One.

Segundo o mandatário, o encontro deve abrir caminho para reduzir tarifas e destravar exportações em setores estratégicos, como tecnologia e agricultura.

O vice-ministro do Comércio da China, Li Chenggang, confirmou que os dois países alcançaram um consenso preliminar após dois dias de negociações em Kuala Lumpur, na Malásia, onde Trump também se reuniu com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.

“As conversas foram construtivas, e ambas as partes demonstraram disposição em avançar”, afirmou Li à agência estatal Xinhua.

O governo norte-americano pressiona Pequim a retirar restrições à exportação de terras raras, minerais usados em semicondutores, baterias e equipamentos de defesa, e espera que o país retome a compra de soja americana.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, sugeriu um possível acordo para adiar as restrições chinesas e viabilizar a retomada do comércio agrícola.

Trump também afirmou que pode assinar um acordo sobre o aplicativo TikTok durante o encontro com Xi.

Repercussão nos mercados

As Bolsas de Xangai, Tóquio e Seul fecharam em alta nesta segunda-feira, refletindo o otimismo com a possibilidade de um acordo.

Diplomacia regional

Durante a passagem pela Ásia, Trump também copatrocinou um acordo de cessar-fogo entre Camboja e Tailândia, países que integram a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). O republicano classificou o pacto como um “passo monumental pela paz”.

O presidente americano ainda manifestou o desejo de se reunir novamente com o líder norte-coreano Kim Jong Un, o que seria o primeiro encontro entre os dois desde 2019.

“Gostaria muito de encontrá-lo”, disse Trump, afirmando que o diálogo é possível caso Pyongyang aceite discutir seu programa nuclear.

O presidente Lula também aproveitou a agenda diplomática para se oferecer como mediador em negociações entre os EUA e a Venezuela, em meio à escalada militar no Caribe.

“Se precisar que o Brasil ajude, estamos à disposição. Não queremos conflitos em nosso continente”, afirmou Lula.