O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta terça-feira (28) a retomada imediata dos ataques na Faixa de Gaza, rompendo o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. A decisão foi divulgada pelo gabinete do premiê israelense após uma série de consultas com autoridades de segurança.
Em nota oficial, o governo de Israel afirmou que “Netanyahu instruiu as Forças de Defesa de Israel a reiniciar as operações ofensivas imediatamente”.
A medida foi confirmada pelo ministro da Defesa, Israel Katz, que também suspendeu as restrições de segurança impostas nas comunidades próximas à fronteira com Gaza.
O cessar-fogo havia sido negociado sob mediação direta do presidente norte-americano Donald Trump e previa a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, além da entrada de ajuda humanitária na região.
A ruptura do acordo ocorre após novas tensões entre Israel e o Hamas.
Mais cedo, o grupo palestino entregou restos mortais de um refém israelense já devolvido anteriormente, o que foi interpretado por Tel Aviv como uma violação do acordo de trégua.
O Hamas afirmou que ainda entregará outro corpo de refém israelense durante a noite desta terça-feira.
Até o momento, Washington não se pronunciou oficialmente sobre o rompimento do cessar-fogo.
O cessar-fogo mediado pelos EUA havia entrado em vigor há apenas cinco dias, após meses de escalada militar e denúncias de crise humanitária na Faixa de Gaza.
Segundo estimativas da ONU, mais de 38 mil palestinos morreram desde o início da ofensiva israelense, em outubro do ano passado.
Do lado israelense, o conflito deixou mais de 1.200 mortos desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2024.
O gabinete de Netanyahu não informou se a retomada dos ataques altera os termos das negociações em andamento com o Egito e o Catar, que também participam dos esforços diplomáticos.