
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, realizou novos ataques militares contra embarcações próximas à costa da Colômbia, no Oceano Pacífico. Segundo o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, as ações — determinadas diretamente por Trump — deixaram 14 mortos e fazem parte da ofensiva que o governo chama de “guerra contra o narcotráfico latino-americano”.
De acordo com o Departamento de Guerra dos EUA, foram três ataques diferentes contra quatro barcos, todos supostamente operados por organizações de tráfico internacional de drogas. O governo americano não apresentou provas públicas das acusações, mas afirmou que as embarcações estavam sendo rastreadas por serviços de inteligência.
Hegseth disse que todos os bombardeios ocorreram em águas internacionais, e que “nenhum militar americano ficou ferido”. Uma pessoa sobreviveu e foi resgatada em operação conjunta entre forças dos EUA e autoridades mexicanas.
Com essa nova ofensiva, o número total de barcos destruídos desde o início da operação chega a 14 — oito no mar do Caribe e seis no Pacífico —, com mais de 50 mortes confirmadas.
O secretário comparou os supostos traficantes com “terroristas da Al-Qaeda” e afirmou que os EUA vão “continuar rastreando e eliminando” embarcações envolvidas com o tráfico.
Os ataques aumentam as tensões diplomáticas na América do Sul, especialmente com a Venezuela e a Colômbia, cujos governos criticaram publicamente os bombardeios.
Analistas apontam que a operação militar também tem motivações políticas e estratégicas, já que ocorre em meio ao atrito entre Trump e o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Relatórios da ONU contestam a narrativa da Casa Branca. Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas de 2025, a substância que mais causa overdoses nos EUA, o fentanil, tem origem principalmente no México, e não nos países sul-americanos atacados.