
O furacão Melissa atingiu Cuba na madrugada desta quarta-feira (29), com ventos de até 195 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). A tempestade chegou à ilha após deixar um rastro de destruição na Jamaica, onde provocou apagões, inundações e a morte de ao menos dez pessoas em países do Caribe.
O governo cubano declarou estado de alerta em seis províncias — Granma, Las Tunas, Holguín, Camagüey, Santiago de Cuba e Guantánamo — e anunciou a evacuação de cerca de 735 mil pessoas.
O presidente Miguel Díaz-Canel alertou para “danos significativos” e pediu que a população obedecesse às ordens de evacuação.
Na Jamaica, o impacto foi devastador. Ventos de até 295 km/h deixaram o país sem internet, energia e voos comerciais, além de danos a hospitais, estradas e residências. O primeiro-ministro Andrew Holness classificou o país como “zona de desastre”.
A paróquia de St. Elizabeth ficou submersa, e mais de 500 mil moradores permanecem sem luz.
“Os danos atingiram hospitais, propriedades residenciais e comerciais, além da infraestrutura rodoviária”, afirmou Holness.
De acordo com o NHC, o furacão chegou a cair para categoria 3, mas voltou a subir para categoria 4 antes de tocar o solo cubano, sendo classificado como “extremamente perigoso”. Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o fenômeno havia recuado novamente para categoria 2.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram enxurradas de água barrenta em cidades próximas à Sierra Maestra, na região de Santiago de Cuba. As autoridades relatam inundações generalizadas e deslizamentos de terra em áreas montanhosas.
O furacão Melissa não deve atingir diretamente Havana, mas os efeitos devem ser sentidos em todo o país, que já enfrenta escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos.
No Haiti e na República Dominicana, também há previsão de chuvas intensas, inundações e deslizamentos. Escolas, comércios e repartições públicas foram fechados preventivamente.