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Israel volta a bombardear Gaza e põe em risco cessar-fogo
Ataques aéreos atingiram áreas no sul e no norte do território palestino; não há registro de vítimas
30/10/2025 16h06
Por: Redação
Foto: Reprodução

Um dia depois de reafirmar o compromisso com o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, Israel voltou a bombardear regiões da Faixa de Gaza nesta quinta-feira (30). Segundo testemunhas, aviões e tanques israelenses realizaram ao menos dez ataques aéreos e disparos contra áreas no leste de Khan Younis, no sul, e na Cidade de Gaza, no norte do território palestino.

O Exército israelense afirmou que os bombardeios foram “ataques precisos” direcionados a infraestruturas do Hamas que representavam risco às tropas ainda posicionadas na região. Não há, até o momento, registro de mortos ou feridos.

Os ataques são vistos como um novo teste ao frágil cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro, e aumentam o temor de uma retomada das hostilidades. Moradores relataram pânico e deslocamentos em massa diante da possibilidade de uma nova ofensiva. “Estamos com medo de que outra guerra comece. Já vivemos dois anos fugindo, sem saber para onde ir”, disse o palestino Fathi Al-Najjar, deslocado de Khan Younis.

O acordo de trégua, intermediado por Washington, previa que o Hamas libertasse todos os reféns vivos em troca da libertação de cerca de dois mil prisioneiros palestinos e da retirada das tropas israelenses. O grupo militante também se comprometeu a entregar os restos mortais de 28 reféns mortos, dos quais 15 corpos já foram devolvidos. Nesta quinta, o Hamas afirmou que entregará mais dois corpos.

A recuperação dos reféns mortos tem sido um dos principais entraves ao plano de reconstrução de Gaza proposto pelo presidente americano Donald Trump. Israel acusa o Hamas de atrasar as entregas, enquanto o grupo nega e diz que o processo depende da localização dos corpos em meio aos escombros da guerra.

O novo ataque ocorre em meio à crescente desconfiança entre as partes e reacende o medo de que o cessar-fogo — visto como o mais duradouro desde o início do conflito — possa ruir a qualquer momento, levando a região a uma nova escalada de violência.