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Justiça mantém proibição de lives e anúncios da WePink
Tribunal afirma que marca não cumpriu exigências de atendimento e comprovação de estoque; MP pede multa e indenização milionária
31/10/2025 19h21
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Justiça de Goiás manteve a decisão que proíbe a WePink, empresa da influenciadora Virginia Fonseca, de realizar lives comerciais e anúncios de vendas virtuais. A liminar, concedida em setembro, foi reavaliada e mantida pela juíza Tatianne Marcella Mendes, após pedido da defesa da empresa para revogação das restrições.

A WePink é alvo de uma ação conjunta do Ministério Público (MP-GO) e do Procon Goiás, que apuram supostas práticas abusivas contra consumidores, incluindo propaganda enganosa, falta de estoque e atrasos nas entregas.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), a empresa ainda não implantou um sistema de atendimento humano por telefone, como determinado na liminar, e os documentos apresentados sobre o estoque foram considerados insuficientes. A magistrada determinou que a proibição segue válida até que a WePink comprove ter solucionado todos os problemas apontados.

O Ministério Público também solicitou à Justiça a aplicação de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento das medidas e cobra uma indenização coletiva de R$ 5 milhões por danos aos consumidores. Segundo a promotoria, as estratégias de marketing da marca — como as chamadas “flash sales” (ofertas relâmpago) — teriam criado um senso artificial de urgência, induzindo o público a compras impulsivas.

A WePink nega as irregularidades e afirma ter reduzido as reclamações, destacando uma nota 8,1 no site Reclame Aqui e índice de 93% de resolução de queixas. A defesa sustenta que as acusações se baseiam em dados antigos, referentes a 2024, e não refletem a atual situação da empresa.

Mesmo com as alegações, o tribunal considerou que as medidas corretivas ainda não foram comprovadas e manteve as restrições em vigor por tempo indeterminado.