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Ibovespa ultrapassa 150 mil pontos pela primeira vez
Ações de Petrobras e Itaú impulsionam o recorde histórico e fecha em alta de 0,61%; dólar recua e tecnologia movimenta os mercados internacionais
03/11/2025 19h05
Por: Redação
Foto: Reprodução

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, ultrapassou pela primeira vez a marca dos 150 mil pontos nesta segunda-feira (3), encerrando o dia em 150.454 pontos, com alta de 0,61%.

Na máxima do pregão, o índice atingiu 150.761 pontos, o maior patamar de fechamento da história, com volume negociado de R$ 21,5 bilhões.

De acordo com analistas do mercado, o avanço reflete o otimismo dos investidores diante de um cenário externo mais favorável, a expectativa de corte de juros no Brasil e o bom desempenho de ações da Petrobras e do Itaú.

O banco Itaú (ITUB4) superou a Petrobras em valor de mercado, tornando-se a empresa mais valiosa da B3. Já os papéis da Petrobras (PETR4) subiram após o anúncio de um novo programa de desligamento voluntário (PDV) com potencial de até 1.100 demissões.

“O Ibovespa acima dos 150 mil pontos reflete o otimismo dos investidores e a melhora dos indicadores externos. O mercado antecipa um ciclo de cortes na Selic, o que aumenta o apetite por risco”, avaliou Gabriel Redivo, sócio e diretor de gestão da Aware Investments.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam mistos, com destaque para o avanço das ações ligadas à inteligência artificial.
A Microsoft recebeu autorização do governo Donald Trump para exportar chips da Nvidia aos Emirados Árabes Unidos, em um investimento estimado em US$ 15,2 bilhões até 2029.

Já a Amazon firmou um acordo de US$ 38 bilhões com a OpenAI para o uso de chips Nvidia em projetos de IA e computação em nuvem, reforçando a expansão da AWS no mercado global.

Dólar e perspectivas

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,42%, cotado a R$ 5,35, no segundo recuo consecutivo frente ao real.
O resultado consolida o clima de otimismo no início de novembro, em meio à recuperação das bolsas internacionais e à confiança dos investidores no Brasil diante de um cenário global de inovação e estabilidade.