A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) alertou que o Aterro Sanitário de Goiânia pode chegar ao fim da vida útil em até dois anos, caso nenhuma medida emergencial seja tomada.
A informação foi dada pela secretária Andréa Vulcanis, com base em um estudo da Fral Consultoria, de 2022, que previa sete anos de funcionamento para o aterro. O prazo, segundo ela, foi reduzido por falhas na compactação do lixo e atrasos nas obras de ampliação.
O Ministério Público de Goiás também acompanha o caso e afirma que a Prefeitura não apresentou novos estudos ou pedidos de licenciamento ambiental, o que faz com que o local seja considerado, tecnicamente, um lixão, de acordo com a Semad.
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Comurg, contesta o diagnóstico. Em nota, o órgão afirma que um relatório do Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC) aponta que, com as melhorias em andamento e a expansão da área, a vida útil do aterro pode ultrapassar 20 anos.
O novo plano prevê a realocação das lagoas de chorume, o reaproveitamento de materiais e a criação de novas células de disposição de resíduos, mas o projeto ainda não foi oficialmente apresentado à Semad nem ao Ministério Público.
O debate entre governo estadual e prefeitura ocorre em meio a preocupações ambientais e ao risco de colapso na destinação do lixo da capital, que gera cerca de 2 mil toneladas de resíduos por dia.