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Médica presa por rapto de bebê é suspeita de homicídio em Minas
Claudia Soares Alves, de 43 anos, teria encomendado o crime em 2020 por ciúmes do ex-marido; caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais
05/11/2025 19h53
Por: Redação
Foto: Reprodução

A médica Claudia Soares Alves, de 43 anos, presa no ano passado por raptar um recém-nascido em uma maternidade de Uberlândia (MG), foi novamente detida nesta quarta-feira (5), agora suspeita de envolvimento na morte de uma mulher em 2020.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o crime teria sido motivado por ciúmes: Claudia mantinha um relacionamento com o ex-marido da vítima, Renata Bocatto Derani, de 38 anos, e queria ficar com a filha do casal.

A médica foi presa em Itumbiara, no sul de Goiás, durante o cumprimento de três mandados de prisão temporária, que podem ser prorrogados por mais 30 dias e convertidos em prisão preventiva.


Execução a tiros e motivação passional

De acordo com o delegado Eduardo Leal, da Delegacia de Homicídios de Uberlândia, a investigação apontou que Claudia contou com a ajuda de dois homens para executar o crime.
A vítima foi baleada cinco vezes em frente a uma farmácia no bairro Presidente Roosevelt, em novembro de 2020, quando chegava ao trabalho.

“A motivação está relacionada a uma disputa emocional e familiar. A suspeita teria planejado a morte de Renata para assumir o papel de mãe da criança”, afirmou o delegado.

Os investigadores afirmam que a médica financiou a execução e acompanhou o planejamento do assassinato. Os outros dois suspeitos, apontados como executores, também foram alvos de mandados de prisão nesta quarta.


Histórico de crimes e prisão anterior

Claudia já havia sido presa em julho de 2024, quando entrou em uma maternidade se passando por pediatra e raptou um bebê recém-nascido poucas horas após o parto.
Câmeras de segurança registraram o momento em que a médica deixa o hospital com a criança nos braços. O bebê foi localizado horas depois e devolvido à família.

A médica, graduada pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), atuava como professora na Universidade Estadual de Goiás e na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) antes de ser presa.


Próximos passos da investigação

A Polícia Civil de Minas Gerais trabalha agora para comprovar a participação direta da médica no homicídio, além de investigar possíveis conexões entre os dois crimes.
Claudia permanece presa e será transferida para o presídio feminino de Uberlândia. A defesa da médica e dos demais investigados ainda não se manifestou.