Moradores do Centro de Goiânia instalaram um outdoor na Praça Doutor Carlos de Freitas, em frente ao Centro Pop, para denunciar o aumento da violência, do tráfico de drogas e do acúmulo de lixo na região.
A mensagem — “Salvem a Alameda Botafogo” — é parte de um movimento de moradores e comerciantes que pedem mais segurança, limpeza urbana e reestruturação da praça, que, segundo eles, está tomada por barracas, sujeira e consumo de drogas a céu aberto.
O grupo vai participar de uma audiência pública nesta quinta-feira (6), às 14h, na Câmara Municipal, com o vereador Major Vitor Hugo (PL), para discutir medidas de revitalização do local e estratégias de segurança.
Moradores afirmam que os problemas se agravaram com a instalação do Centro Pop — unidade de atendimento a pessoas em situação de rua. Segundo relatos, a praça perdeu o uso comunitário, e a criminalidade aumentou na região.
“Vivemos com medo. Há brigas, lixo e consumo de drogas. A situação saiu do controle”, relatou Anna Cláudia Jabur, moradora da Alameda Botafogo há 30 anos. Ela afirma que os moradores já coletaram assinaturas e procuraram o Ministério Público, mas que ainda não houve mudanças estruturais.
O Centro Pop funciona há cinco anos no local e atende cerca de 150 pessoas por dia, oferecendo alimentação, banho, lavanderia e apoio social. Pessoas em situação de rua que frequentam o espaço afirmam que não há tráfico organizado e que permanecem ali para ter acesso aos serviços da prefeitura.
“Quem está aqui não é bandido. A gente busca um prato de comida e segurança. Somos reprimidos também”, disse um dos frequentadores à reportagem.
Em nota, a Prefeitura de Goiânia afirmou que o Centro Pop continuará funcionando no local até a conclusão da mudança para um novo endereço, ainda sem prazo definido.
A Guarda Civil Metropolitana informou que vai reforçar o policiamento e que ações conjuntas com outros órgãos municipais estão sendo articuladas. A Polícia Militar também mantém patrulhamento frequente, mas reforçou que o problema não é apenas criminal, exigindo medidas sociais e estruturais permanentes.