A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi vítima de assédio sexual enquanto caminhava pelo centro da Cidade do México nesta terça-feira (4).
O caso ocorreu quando Sheinbaum deixava o Palácio Nacional em direção ao Ministério da Educação Pública e cumprimentava apoiadores nas ruas.
Durante o trajeto, um homem alcoolizado se aproximou, tentou beijá-la e tocar seus seios, mas foi rapidamente contido por seguranças.
O agressor foi identificado como Uriel Rivera e está preso em flagrante, sob custódia da Promotoria de Crimes Sexuais.
Em coletiva de imprensa, a presidente classificou o episódio como “lamentável” e afirmou ter registrado queixa formal contra o homem.
“Decidi denunciá-lo porque o assédio é algo que muitas mulheres mexicanas vivem. Se isso acontece com a presidente, o que será das demais?”,
declarou Sheinbaum, visivelmente abalada, mas firme.
O Código Penal da Cidade do México prevê pena de um a três anos de prisão para casos de assédio sexual. Segundo a Promotoria, o suspeito também é investigado por assediar outras duas mulheres na mesma região.
O caso gerou forte reação política e social no México. Deputados do partido governista Morena repudiaram o episódio e manifestaram solidariedade à presidente.
“A cultura do machismo que normaliza e perpetua essas agressões não tem lugar na Cidade do México”, afirmou a Assembleia Legislativa em nota oficial.
O episódio reforça o debate sobre violência de gênero e segurança de mulheres em espaços públicos — tema central nas pautas políticas de Claudia Sheinbaum, que é a primeira mulher a ocupar a presidência do México.