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Mais de 30 presos em Goiás após foguetório ligado ao Comando Vermelho
Polícia aponta apologia ao crime, tráfico e porte de armas; parte dos envolvidos usou redes sociais para autopromoção
06/11/2025 15h37 Atualizada há 10 meses
Por: Redação
Foto: Reprodução

Mais de 30 pessoas foram presas em Goiás após o foguetório simultâneo que assustou moradores em várias cidades do estado na noite de terça-feira (4).
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO), os detidos são integrantes e simpatizantes do Comando Vermelho (CV) e vão responder por crimes como apologia ao crime, porte ilegal de armas e tráfico de drogas.

As prisões ocorreram em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Abadia de Goiás e Rio Verde, em uma operação conjunta das polícias Civil e Militar.
O movimento foi identificado por volta das 22h, quando vídeos começaram a circular nas redes sociais mostrando fogos de artifício vermelhos sendo disparados simultaneamente em diversos bairros.


Investigações e tipos de crime

De acordo com o delegado-geral André Ganga, as tipificações variam conforme o envolvimento de cada suspeito.
Alguns serão enquadrados por organização criminosa e tráfico de drogas, enquanto outros responderão apenas por apologia ao crime ou uso de entorpecentes.

“Muitos dos presos não têm vínculo direto com a facção, mas aproveitaram o momento para se promover nas redes sociais. Outros são simpatizantes ou ligados a torcidas organizadas e criminosos monitorados”, explicou o delegado.

Parte dos investigados já estava sob monitoramento judicial e poderá ter regressão de regime prisional por envolvimento no episódio.


Ação coordenada e apreensões

Segundo o secretário de Segurança Pública, Renato Brum dos Santos, as prisões ocorreram após atuação imediata das forças de segurança, que foram a campo ainda durante a madrugada.

“Assim que foi detectado o ‘salve’, as equipes de inteligência da PM e da Polícia Civil iniciaram as diligências para identificar e prender os envolvidos”, afirmou.

Durante as ações, o Procon Goiás e o Corpo de Bombeiros também apreenderam cerca de 4 mil artefatos pirotécnicos vendidos irregularmente em lojas de várias cidades.
A fiscalização será mantida nos próximos dias, com o objetivo de coibir a comercialização e o armazenamento ilegais de fogos de artifício.