A Rússia declarou nesta sexta-feira (7) que está pronta para apoiar militarmente a Venezuela diante da escalada de tensões com os Estados Unidos.
Em comunicado oficial, o Kremlin reafirmou o apoio ao presidente Nicolás Maduro e pediu que sejam evitadas novas ações que possam aumentar o conflito na região.
Segundo fontes do governo venezuelano, Maduro solicitou a modernização de caças Sukhoi, reparos em radares e o fornecimento de sistemas de mísseis russos. O pedido ocorre após aumento da presença militar dos Estados Unidos no Caribe, onde forças americanas vêm realizando ataques aéreos contra embarcações classificadas por Washington como pertencentes a organizações terroristas ligadas ao narcotráfico.
Desde setembro, mais de 70 pessoas morreram nessas operações, que têm como alvos principais embarcações supostamente ligadas à Venezuela.
O presidente Donald Trump defendeu as ações militares, afirmando que os Estados Unidos têm autoridade legal para interceptar navios suspeitos em águas internacionais.
Já o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos classificou a ofensiva como “inaceitável”, alertando que ela viola princípios do direito internacional e coloca em risco civis.
Caracas, por sua vez, acusa Washington de inventar uma guerra eterna com o objetivo de derrubar o regime de Maduro e controlar as reservas de petróleo venezuelanas.
A Venezuela é parceira militar e energética de longa data da Rússia, que fornece armamentos e coopera em projetos de petróleo e gás no país. Analistas veem o novo alinhamento como parte de uma reaproximação geopolítica entre Moscou e aliados latino-americanos, em meio à expansão da influência dos EUA na região.