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Dólar recua e Bolsa renova recorde
Ações, commodities e moedas emergentes se valorizam após avanço no Senado americano; Selic deve começar a cair em janeiro
11/11/2025 15h36
Por: Redação
Foto: Reprodução

A expectativa de que o “shutdown” nos Estados Unidos — a paralisação do governo federal que já dura 41 dias — esteja perto do fim fez o dólar cair abaixo de R$ 5,30 nesta terça-feira (11) e impulsionou a Bolsa brasileira a um novo recorde histórico, com o Ibovespa superando 157,6 mil pontos.

Por volta das 15h, o dólar recuava 0,65%, cotado a R$ 5,27, enquanto a Bolsa subia 1,5%, na trilha de ganhos de bancos e da Petrobras — cujas ações avançaram após a notícia de aumento da produção com a nova plataforma P-79 em Búzios.

 

Mercados em alta com reabertura dos EUA

O movimento foi impulsionado pela aprovação no Senado americano do projeto que restabelece o orçamento federal e suspende as demissões no funcionalismo até janeiro de 2026. O texto segue agora para a Câmara dos Representantes, que deve votá-lo nesta quarta-feira (12) antes da sanção do presidente Donald Trump.

“Com o fim do shutdown, cessam os efeitos negativos da paralisação, especialmente a falta de dados econômicos essenciais. Isso favorece ações, commodities e moedas emergentes, como o real”, explicou Leonel Mattos, analista da StoneX.

 

Selic e inflação mantêm otimismo interno

No Brasil, a ata do Copom, o Comitê de Política Monetária, reforçou a previsão de manutenção da Selic em 15% até o início de 2026, mas analistas já apostam no início de um ciclo de cortes em janeiro.

A confiança do mercado é reforçada pela inflação abaixo do esperado: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) subiu apenas 0,09% em outubro, segundo o IBGE, acumulando 4,68% em 12 meses — dentro da meta estabelecida.

“O cenário é benigno e abre espaço para cortes graduais da Selic a partir de janeiro”, avaliou o economista André Valério, do Inter.

 

Com a reabertura do governo americano e a inflação sob controle no Brasil, o mercado financeiro vive um dia de euforia — com o real valorizado e a Bolsa a caminho de encerrar o ano com novo recorde histórico.