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PF desarticula grupo que se passava por falsos policiais em Goiás
Operação Isfet 2 cumpriu 11 mandados de busca e 6 de prisão em Goiânia, Goianira, Trindade e Campo Grande; grupo oferecia falsa ‘proteção’ em investigações
11/11/2025 19h54
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Isfet 2, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que se passava por agentes da PF para extorquir criminosos em Goiás.
Os falsos policiais ofereciam “imunidade” e proteção em supostas investigações, mediante pagamento em dinheiro.

As ações ocorreram em Goiânia, Goianira, Trindade e também em Campo Grande (MS), onde foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária.

“No mundo do crime, não é novidade pessoas se apresentarem como policiais. Agora, pessoas se passando por policiais para abordar criminosos é algo que estamos vendo pela primeira vez”, afirmou o delegado Murilo de Oliveira, responsável pela operação.

Como o grupo agia

Segundo a investigação, os suspeitos usavam a estrutura e a imagem da PF para se aproximar de integrantes de facções e traficantes já condenados, oferecendo uma falsa proteção em troca de dinheiro.
As reuniões com as vítimas eram realizadas próximas à Superintendência da Polícia Federal em Goiás, o que dava aparência de legitimidade às negociações.

Os criminosos alegavam ter acesso a inquéritos e diziam poder “encerrar” investigações em andamento. Em alguns casos, viajavam a outros estados para acompanhar familiares dos extorquidos.

“Descobrimos que se tratava de um grupo organizado que utilizava a imagem da PF como fachada para aplicar extorsões”, explicou o delegado.

Origem da investigação

As apurações começaram em março deste ano, após a denúncia de um advogado que representava uma das vítimas de extorsão.
Inicialmente, a Polícia Federal investigava a possível participação de agentes reais, mas descobriu que se tratava de falsários com estrutura criminosa organizada.

Continuação da primeira fase

A Operação Isfet 2 é um desdobramento da primeira etapa das investigações e busca identificar toda a cadeia de envolvidos — desde os mentores e intermediários até os executores diretos das extorsões.

As autoridades não divulgaram o valor arrecadado pelo grupo, mas afirmaram que a quadrilha movimentava grandes quantias de dinheiro e mantinha rede de contatos interestadual.