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Goiânia tem maior inflação do país em outubro, diz IBGE
Os destaques da alta são a energia elétrica e os combustíveis
12/11/2025 20h18
Por: Redação
Foto: Reprodução

Goiânia registrou, em outubro, a maior inflação do país, com alta de 0,96% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. O resultado foi impulsionado principalmente pelos aumentos na energia elétrica residencial (6,08%) e na gasolina (4,78%), que pressionaram o orçamento das famílias goianienses.

A variação coloca a capital muito acima da média nacional, que apresentou desaceleração significativa, com avanço de apenas 0,09% — o menor para um mês de outubro em 27 anos, desde 1998.

 

Inflação nacional cai, mas meta ainda é desafio

No cenário brasileiro, o IPCA desacelerou de 0,48% em setembro para 0,09% em outubro. No acumulado de 12 meses, o índice nacional ficou em 4,68%, ainda acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, de 4,5%.

Apesar de o acumulado seguir pressionado, analistas já veem espaço para que o Brasil encerre o ano dentro da meta.

“O IPCA de dezembro deve escorregar para abaixo de 4,5%. É a principal expectativa”, afirma Leonardo Costa, do Asa Finance.

A forte contribuição para o resultado nacional veio da queda de 2,39% na energia elétrica, que sozinha retirou -0,10 ponto percentual da inflação de outubro. O alívio reflete a migração da bandeira vermelha patamar 2 (mais cara) para o patamar 1.

 

Por que Goiânia subiu tanto? Energia e combustíveis explicam

A capital goiana teve aumento expressivo em setores que costumam ter forte peso na inflação. O maior impacto veio de:

🚗 Transportes: alta de 2,11% em outubro

Os combustíveis têm peso relevante no orçamento das famílias e no transporte de mercadorias, o que amplia o efeito no índice local.

💡 Habitação: alta de 2,36%

Além de pressionar diretamente o grupo Habitação, o aumento da energia afeta indiretamente diversos setores.

 

Alimentação volta a subir após cinco quedas seguidas

O grupo Alimentação e Bebidas voltou a subir, com alta de 0,34%, influenciado principalmente por:

Alguns itens, porém, registraram recuo, ajudando a evitar alta maior:

 

Comparação com outubro de 2024 e acumulado do ano

Em outubro do ano passado, Goiânia havia registrado alta de 0,80%. O número deste ano é maior e reforça a escalada dos preços na capital.

 

Por que importa?

A inflação alta em Goiânia ocorre em um momento de forte debate nacional sobre política monetária. Com a taxa Selic mantida em 15%, a maior desde 2006, a autoridade monetária tenta conter pressões inflacionárias persistentes — especialmente em serviços e segmentos impactados por energia e combustíveis.

Enquanto o Brasil desacelera, a capital goiana segue enfrentando pressões pontuais, principalmente por fatores locais como tarifas de energia, comportamento dos combustíveis e clima — que afetam diretamente itens alimentares.