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Explosão em galpão com fogos de artifício mata uma pessoa em SP
Detonação atingiu três quarteirões no Tatuapé; 21 imóveis foram interditados e ao menos dez pessoas ficaram feridas
14/11/2025 14h50
Por: Redação
Foto: Reprodução

Uma explosão em um imóvel usado para armazenar materiais de balões, fogos de artifício e explosivos deixou um morto e ao menos dez feridos na noite de quinta-feira (13), na zona leste de São Paulo. O impacto destruiu a casa e danificou dezenas de imóveis no Tatuapé.

O acidente ocorreu por volta das 19h43, na Rua Francisco Bueno, perto da Avenida Celso Garcia e da Salim Farah Maluf. A residência tinha um galpão nos fundos e ficou completamente destruída. Segundo a Polícia Civil, a vítima seria Adir Oliveira, 46 anos, conhecido por produzir e soltar balões — prática proibida no estado. A esposa dele havia saído minutos antes da explosão e teve o celular apreendido para investigação.

A detonação principal foi seguida de explosões menores, lançando destroços por até três quarteirões. Várias casas, comércios e veículos foram atingidos. A prefeitura interditou 23 imóveis — 12 totalmente e 11 de forma parcial — por risco estrutural.

O Corpo de Bombeiros enviou oito viaturas ao local, com apoio da Defesa Civil e da GCM. A maioria dos feridos teve escoriações leves, mas uma mulher sofreu traumatismo craniano grave e segue internada no Hospital Nipo-Brasileiro.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento da explosão, que formou uma coluna de fogo e fumaça sobre a região. A força do impacto quebrou vidraças de prédios próximos e espalhou estilhaços pela Salim Farah Maluf, interrompendo o trânsito.

De acordo com o delegado Felipe Soares, os agentes encontraram no galpão materiais usados para fabricar balões e papelão para rojões. A perícia agora tenta identificar a origem dos explosivos, se havia outras pessoas envolvidas e como o responsável teve acesso aos artefatos.

O corpo da vítima foi encontrado carbonizado pelo Esquadrão de Bombas do Gate. Embora a polícia ainda aguarde confirmação oficial da identidade, Adir era o único presente no imóvel no momento da detonação e tinha passagens por soltar balões em 2011 e 2012.

As causas da explosão ainda estão sob investigação da Polícia Civil. A perícia deve apontar se havia fabricação irregular de artefatos e se outras pessoas participaram da atividade. Não há previsão para a liberação dos imóveis interditados.