Goiás registrou 4,5% de desemprego no terceiro trimestre de 2025, desempenho melhor que a média nacional de 5,6%, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (13). O resultado coloca o estado entre os dez com menor desocupação do país.
O levantamento integra a Pnad Contínua, pesquisa que monitora indicadores de trabalho e renda em todas as unidades da Federação. De acordo com o IBGE, apenas Rio de Janeiro e Tocantins apresentaram queda efetiva na desocupação entre julho e setembro. Nas demais regiões, o índice permaneceu estável, sem oscilações relevantes.
Santa Catarina e Mato Grosso seguem com as menores taxas do país, empatados em 2,3%. Logo atrás aparecem Rondônia e Espírito Santo, ambos com 2,6%, e Mato Grosso do Sul, com 2,9%. Goiás figura logo abaixo desse grupo, reforçando o cenário de estabilidade do mercado regional.
Na ponta oposta, Pernambuco mantém a maior taxa de desemprego do Brasil — 10% — sendo o único estado em dois dígitos. Amapá, Bahia e Distrito Federal também estão entre os piores desempenhos, todos acima de 8%.
O resultado nacional de 5,6% é o menor desde o início da série histórica, em 2012. Segundo especialistas, o país vive um período de recuperação gradual do emprego, influenciado por fatores como estímulos econômicos, reorganização do setor de serviços e aumento de vagas informais. A expectativa é de manutenção do ritmo moderado de queda na desocupação ao longo dos próximos trimestres.
A Pnad Contínua inclui empregos formais e informais e considera a movimentação do mercado como um todo. Em Goiás, o desempenho positivo é atribuído principalmente à expansão de setores como agronegócio, serviços e construção civil.
Com taxas de desemprego abaixo da média nacional e estabilidade no trimestre, Goiás se consolida como um dos estados com mercado de trabalho mais aquecido. O IBGE deve divulgar novos recortes sobre emprego e renda nos próximos meses.