O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que congressistas republicanos apoiem a liberação integral dos documentos relacionados à investigação sobre Jeffrey Epstein. A pressão por divulgação cresceu após novas acusações reacenderem dúvidas sobre o quanto Trump sabia das atividades do financista, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento da cobrança de parlamentares e da base conservadora por mais transparência. Mas, para a brasileira Marina Lacerda — identificada pela Justiça americana como “vítima menor número um” do caso —, a postura do presidente não representa abertura real. Ela afirma que Trump busca controlar a narrativa pública e reduzir a visibilidade das vítimas.
Marina diz acreditar que a relação entre Trump e Epstein “ainda não está totalmente esclarecida” e que a convivência dos dois vai além das trocas de e-mails mencionadas pelo governo. Ela contou ter sido abusada aos 14 anos após ser levada à casa de Epstein por uma amiga. Marina prestou depoimentos ao FBI em 2008 e 2018 e afirma que ainda luta para que todos os fatos venham à tona.
Atualmente preparando um livro sobre os anos de abuso, a brasileira diz que sua intenção é incentivar outras vítimas a romper o silêncio e pressionar autoridades a avançar no esclarecimento das responsabilidades.
A discussão sobre a liberação dos documentos deve seguir no Congresso, enquanto novas acusações mantêm o caso Epstein no centro do debate político e jurídico nos Estados Unidos.