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Ramagem some nos EUA e PSOL pede prisão preventiva ao STF
Deputado foi visto vivendo em Miami após condenação; Moraes havia proibido viagens ao exterior
20/11/2025 16h20
Por: Redação
Foto: Reprodução

A estadia do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) nos Estados Unidos, descoberta após sua condenação por participação na trama golpista, levou o PSOL a pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a decretação de sua prisão preventiva. O parlamentar ainda não se pronunciou.

Uma reportagem do site PlatôBR revelou que Ramagem vive desde setembro em um condomínio de luxo em North Miami. Ele teria deixado o Brasil após se deslocar do Rio de Janeiro para Boa Vista. A defesa do deputado não comentou a informação, e suas redes sociais seguem sem atualização sobre o caso.

Nesta quinta-feira (20), o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) enviou ao Supremo um pedido de prisão preventiva, alegando risco de fuga e descumprimento de medidas impostas por Moraes durante a investigação. O ministro havia determinado a entrega de todos os passaportes e proibido qualquer viagem ao exterior.

A situação se agrava porque, mesmo fora do país, Ramagem continuou registrando votações remotamente na Câmara, o que manteve sua atividade parlamentar ativa e retardou a percepção de sua ausência. Servidores da Casa relataram que ele apresentou dois atestados médicos — válidos entre setembro e dezembro — o que também ajudou a afastar suspeitas.

Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos, um mês e 15 dias em regime fechado, com determinação adicional de perda do mandato. Especialistas afirmam que, uma vez esgotados os recursos, sua prisão deve ser executada. Se permanecer no exterior, o Brasil poderá emitir difusão vermelha para acionar autoridades internacionais.

A suposta fuga do deputado se soma a episódios semelhantes envolvendo outros parlamentares, como Marcos do Val (Podemos-ES), que contrariou decisão do STF ao viajar aos EUA, e Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma após deixar o país para evitar o cumprimento de pena.

O caso agora depende da análise de Alexandre de Moraes, que pode decidir pela prisão preventiva diante do risco de fuga. A Câmara também apura em que condições Ramagem deixou o país e como participou de votações mesmo estando no exterior.