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Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Decisão do TRF-1 cita risco à ordem pública; FGC prevê início dos reembolsos ainda em 2025
20/11/2025 16h26
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Justiça Federal decidiu manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do Banco Master, detido na segunda-feira (17) pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos. A decisão é da desembargadora Solange Salgado, do TRF-1, que negou o habeas corpus apresentado pela defesa.

Vorcaro foi preso enquanto se preparava para embarcar em um jatinho particular com destino ao exterior. Ele é investigado pela Operação Compliance Zero, que apura um esquema de cessão irregular de carteiras de crédito entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), estimado em R$ 17 bilhões. Para a magistrada, há risco de continuidade das fraudes e necessidade de proteção à ordem pública.

A decisão descreve que o grupo investigado atuava há anos com operações financeiras complexas, envolvendo manipulação de ativos, uso de empresas de fachada e criação de informações enganosas para reguladores. Segundo o TRF-1, o esquema poderia comprometer a liquidez do BRB e gerar prejuízos bilionários.

A defesa de Vorcaro nega a tentativa de fuga e afirma que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades. O BRB informou que contratará auditoria externa para avaliar os controles internos e apurar eventuais falhas de governança relacionadas ao caso.

Enquanto a esfera judicial avança, o presidente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), Daniel Lima, afirmou à CNN que os reembolsos aos clientes do Banco Master devem começar ainda em 2025. A operação será a maior da história do fundo, com cerca de 1,6 milhão de credores e valores que somam cerca de R$ 41 bilhões.

Segundo Lima, o processo de ressarcimento seguirá um fluxo operacional definido. Veja a seguir as etapas estabelecidas pelo FGC:

Etapas para o pagamento da garantia pelo FGC

Com a prisão mantida e a liquidação do Banco Master em curso, o foco agora se divide entre o avanço das investigações e o processo de ressarcimento dos credores. O FGC afirma ter robustez para conduzir a operação e garantir o pagamento dentro das regras do sistema financeiro.