
A erupção do vulcão Semeru, na ilha de Java, deslocou mais de mil pessoas para abrigos temporários nesta quinta-feira (20) e deixou casas soterradas por cinzas e pedras. A atividade vulcânica começou na tarde de quarta (19) e ainda apresenta flutuações, segundo autoridades indonésias.
O Monte Semeru, um dos mais ativos da Indonésia, lançou colunas de fumaça, gases e material vulcânico que alcançaram mais de 13 quilômetros de altura. A maior parte dos deslocados foi levada para escolas, mesquitas e centros comunitários. Segundo a agência nacional de gestão de desastres, cerca de 900 moradores precisaram deixar suas casas, enquanto 190 alpinistas foram retirados de áreas de encosta após ficarem presos em um acampamento.
Equipes de resgate informaram que ao menos três pessoas sofreram queimaduras causadas pelo fluxo de cinzas quentes. Casas localizadas próximas ao vulcão foram parcialmente soterradas. Em Supiturang, uma das vilas mais afetadas, o fluxo de material vulcânico chegou a um metro de altura, segundo o líder comunitário Nurul Yakin Pribadi.
Autoridades locais também confirmaram que uma escola de ensino fundamental foi completamente destruída no distrito de Lumajang. As equipes continuam monitorando a região, já que a instabilidade vulcânica persiste.
O Semeru teve uma das erupções mais graves de sua história recente em 2021, quando mais de 50 pessoas morreram e milhares de casas foram destruídas. A Indonésia abriga quase 130 vulcões ativos por estar situada no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, região marcada por alta atividade sísmica e vulcânica.
Com a atividade do Semeru ainda oscilando, autoridades mantêm alerta máximo e reforçam abrigos temporários para moradores e turistas. A expectativa é de que novas avaliações indiquem se o deslocamento populacional precisará ser ampliado.