A Rússia lançou um ataque massivo contra Kiev nesta terça-feira (25), deixando ao menos seis mortos e 13 feridos, segundo autoridades ucranianas. A ofensiva ocorreu enquanto Estados Unidos, Europa, Ucrânia e Rússia discutem o plano de paz proposto pelo presidente americano Donald Trump para tentar encerrar a guerra.
De acordo com o presidente Volodymyr Zelensky, a Rússia disparou mais de 460 drones e 22 mísseis contra a Ucrânia ao longo da madrugada, provocando blecautes, danos estruturais e interrupção do sistema de aquecimento em vários distritos da capital.
Kiev foi atingida em várias ondas, no segundo grande ataque deste mês. A Força Aérea da Ucrânia afirmou ter interceptado 22 mísseis e 464 drones, mas parte dos projéteis atingiu instalações civis e de energia. Predios residenciais, comércios e estruturas de serviços públicos tiveram danos registrados em 13 pontos da cidade.
O Ministério da Energia informou que mais de 102 mil moradores ficaram sem eletricidade em cinco regiões. Em Kiev, o aquecimento central também foi interrompido, embora as temperaturas estejam acima da média para novembro, próximas dos 8 °C.
Zelensky afirmou que quatro drones russos violaram espaço aéreo da Moldávia e da Romênia, país membro da Otan. Bucareste enviou caças para interceptar os equipamentos, e um deles chegou a avançar para o interior do território romeno. O país tem sofrido com queda de fragmentos e drones desde o início dos ataques russos aos portos ucranianos do Danúbio.
O chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, classificou os ataques como “terrorismo cínico” e culpou Moscou por mirar deliberadamente infraestrutura civil — algo negado pela Rússia, que chama esses alvos de “legítimos”.
A ofensiva ocorre em meio a intensas conversas diplomáticas. Delegações ucranianas, americanas e europeias discutem nos últimos dias uma versão revisada do plano de paz apresentado pelos EUA, que incorpora diversas demandas russas. Zelensky voltou a pedir armamentos e sistemas de defesa aérea para proteger cidades e instalações estratégicas.
No sul da Ucrânia, autoridades confirmaram danos à infraestrutura portuária e energética de Odessa, onde seis pessoas ficaram feridas.
A escalada militar aumenta a pressão sobre as conversas diplomáticas e reforça a urgência por sistemas de defesa aérea em Kiev e outras cidades. Mesmo com os avanços nas negociações, o ritmo do conflito no terreno continua determinante para qualquer possibilidade de acordo.