Geral Saúde
Anvisa aprova vacina de dose única contra a dengue
Imunizante será oferecido no SUS a partir de 2026 e protege contra os quatro sorotipos
26/11/2025 14h23
Por: Redação
Foto: Reprodução / Folhapress

A Anvisa aprovou nesta terça-feira (26) o registro da Butantan-DV, primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo. O imunizante, indicado para pessoas de 12 a 59 anos, deve começar a ser aplicado no SUS a partir de 2026.

Nova etapa no combate à doença

A autorização da agência abre caminho para que o Ministério da Saúde inclua o imunizante no calendário do Programa Nacional de Imunizações. A pasta vai discutir o tema na semana que vem com especialistas e gestores, que definirão quais grupos serão vacinados primeiro e como será a estratégia nacional.

Desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a WuXi Biologics, da China, a Butantan-DV já tem 1 milhão de doses produzidas e armazenadas. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse primeiro lote pode começar a ser aplicado em dezembro, dependendo da decisão do comitê técnico.

Proteção de longo prazo

Os estudos apresentados à Anvisa mostram que a vacina oferece proteção por até cinco anos. A eficácia é de 79,6% contra casos sintomáticos e de 89% contra quadros graves e com sinais de alarme. Por ser tetravalente, a Butantan-DV atua contra os quatro sorotipos em circulação no país.

A partir do segundo semestre de 2026, o Butantan prevê capacidade anual de produção de 30 milhões de doses, com possibilidade de ampliação conforme a demanda nacional.

Cenário de alta transmissão

Hoje, o SUS oferta a vacina Qdenga, aplicada em duas doses e indicada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A chegada de um imunizante nacional e de dose única pode ampliar o alcance da vacinação, especialmente após o recorde histórico de casos em 2024 — ano que registrou 5,9 milhões de infecções e 6.297 mortes por dengue no país.

Com a aprovação da Butantan-DV, o Brasil dá um passo importante para reduzir internações e mortes em futuros surtos da doença. Agora, o Ministério da Saúde define como será a implementação da campanha e quais públicos serão priorizados na primeira fase.