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Enchentes no Sudeste Asiático matam 33 pessoas
Enchentes históricas afetam 2,7 milhões de pessoas na Tailândia, isolam milhares e forçam governo a mobilizar helicópteros e porta-avião
26/11/2025 16h25
Por: Redação
Foto: Reprodução

As enchentes que atingem o Sudeste Asiático deixaram ao menos 33 mortos na Tailândia, onde hospitais foram alagados, moradores ficaram presos em telhados e o governo mobilizou helicópteros, barcos e até o único porta-avião do país para operações de resgate. A situação crítica também afeta Malásia e Indonésia, totalizando mais de 50 mil desabrigados.

As fortes chuvas começaram na semana passada e se concentraram principalmente na cidade de Hat Yai, no sul tailandês, que registrou 335 mm de chuva em um único dia, o maior volume em 300 anos. Hospitais e prédios públicos ficaram submersos, e equipes de emergência atuam dia e noite para retirar pacientes, incluindo idosos e pessoas em UTI.

Segundo o governo da Tailândia, as enchentes já afetaram mais de 980 mil casas e 2,7 milhões de pessoas em todo o país. “As mortes ocorreram em sete províncias, causadas por arrastamentos, afogamentos, descargas elétricas e deslizamentos de terra”, informou o porta-voz Siripong Angkasakulkiat.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram helicópteros lançando suprimentos para famílias ilhadas, enquanto militares atravessam ruas tomadas pela água para retirar moradores. Em alguns locais, o nível da água chega à altura do peito.

O impacto também é grave nos países vizinhos. Na Malásia, quase 50 mil pessoas foram retiradas de áreas alagadas, e um hospital em Kangar precisou remover pacientes com água na altura dos joelhos. Na Indonésia, entre 8 e 13 pessoas morreram após inundações e deslizamentos de terra nesta semana.

Especialistas alertam que eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes na região, impulsionados pelo aquecimento global e pelo aumento da temperatura do mar, que intensifica tempestades tropicais.

O governo tailandês segue fazendo apelo por doações de equipamentos e mobilizando forças militares para manter as operações de resgate, enquanto o nível da água ainda preocupa e há previsão de mais chuva para os próximos dias.