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Tiroteio fecha Avenida Brasil durante operação no RJ
Ação força fuga de criminosos pela mata no Morro do Fubá; enquanto Senado avança em projeto que criminaliza o uso de barricadas.
27/11/2025 14h45 Atualizada há 9 meses
Por: Redação
Foto: Reprodução

Uma troca de tiros durante uma operação policial interditou a avenida Brasil, principal via expressa do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (27). A ação integra mais um dia da Operação Barricada Zero, iniciativa do governo estadual para remover obstáculos instalados por criminosos em comunidades da zona norte.

De acordo com a Polícia Militar, a interdição total durou cerca de 15 minutos, e uma faixa das pistas central e lateral segue bloqueada nos dois sentidos. O tiroteio também afetou temporariamente a circulação de trens no ramal Saracuruna, já normalizada.

As equipes atuam simultaneamente nas comunidades Cidade Alta, Pica Pau, Kelsons, Quitungo, Tinta, Dourados, Dique, Furquim Mendes e Guaporé. O objetivo é desarticular estruturas usadas pelo crime organizado para controlar acessos e dificultar a entrada das forças de segurança.

Criminosos fogem pela mata no Morro do Fubá

Enquanto a operação avançava por outros pontos da zona norte, o Globocop registrou criminosos armados fugindo pela vegetação no Morro do Fubá, em Campinho. As imagens mostram homens caminhando em fila indiana, carregando fuzis e utilizando trilhas abertas na mata para escapar da chegada dos blindados da PM.

Moradores relataram intensa troca de tiros desde as primeiras horas da manhã, e policiais entraram na comunidade com veículos blindados.

Senado aprova projeto que criminaliza barricadas

Em meio à operação no Rio, o Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (26) o PL 3191/24, que transforma em crime a montagem de barricadas usadas para cometer ou ocultar crimes. A pena prevista é de 3 a 5 anos de prisão, além de multa.

Como o texto sofreu alterações, retorna à Câmara dos Deputados para nova análise antes de seguir para sanção presidencial.

A proposta deixa claro que manifestações políticas, greves e protestos sociais não serão criminalizados, desde que não tenham finalidade criminosa. “Obviamente, uma manifestação social não poderia constituir crime”, afirmou o relator, senador Carlos Portinho (PL-RJ).

O endurecimento legal ocorre no momento em que o Rio intensifica operações para remover barricadas que, segundo as forças de segurança, garantem controle territorial a facções e dificultam o trabalho policial.