Geral Geral
Goiás registra ataques graves e homicídios contra mulheres
Técnica em enfermagem é executada pelo ex; adolescente de 15 anos é vítima de estupro em Senador Canedo
01/12/2025 18h19
Por: Redação
Foto: Reprodução

A escalada de violência contra mulheres em Goiás voltou a registrar episódios graves neste fim de semana. Em Rio Verde, a técnica em enfermagem Rosilene Barbosa do Espírito Santo, 38 anos, foi assassinada pelo ex-marido com tiros à queima-roupa dentro de uma distribuidora de bebidas. Horas antes, em Senador Canedo, uma adolescente de 15 anos foi estuprada após ser abordada a caminho da escola. Nos dois casos, os suspeitos já estavam envolvidos em comportamentos violentos e a polícia investiga falhas na proteção das vítimas.

Técnica em enfermagem assassinada após pedir medida protetiva

Rosilene Barbosa foi morta na tarde de sábado (29) por pelo menos quatro tiros. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o ex-marido se aproxima e dispara repetidamente contra ela. O homem se matou logo em seguida.

Segundo o delegado Adelson Candeo, Rosilene havia procurado a polícia há uma semana pedindo medida protetiva de urgência após sofrer ameaças. Para se proteger, ela e o filho de 12 anos estavam morando temporariamente na casa de uma amiga — a distribuidora onde ocorreu o crime ficava a poucos metros do local.

O casal era do Mato Grosso e vivia em Goiás há algum tempo. O filho, agora órfão, era o único familiar próximo da vítima na cidade.

A investigação busca esclarecer a origem da arma usada no crime e se o autor já a possuía havia mais tempo.

Adolescente de 15 anos é estuprada; suspeito tinha tornozeleira

No início da manhã, por volta das 6h30, uma estudante de 15 anos foi abordada quando caminhava para a escola no Residencial Prado, em Senador Canedo. Câmeras de segurança registraram o suspeito conduzindo a adolescente até uma área de mata, duas quadras adiante, onde o abuso aconteceu.

Segundo a Polícia Militar, o homem — Fábio dos Santos Silva Barros, 36 anos — ameaçou a jovem antes de levá-la para o local. Ela contou o ocorrido à irmã e fez a denúncia poucas horas depois.

O suspeito foi preso no mesmo dia. Na mochila dele, policiais encontraram roupas com sujeira compatível com o terreno onde ocorreu o crime. Ele alegou que era namorado da adolescente, mas não sabia o nome nem a idade dela. Confrontado, confessou a violência.

Fábio usava tornozeleira eletrônica e tinha seis passagens por roubo, furto e estelionato — o que facilitou sua localização.

“Ele não sabia nome, não sabia idade, não sabia onde a vítima morava. A adolescente desmentiu e, depois, ele confessou o crime”, disse um policial que participou da prisão.

O caso aconteceu cerca de 10 dias após outro episódio semelhante registrado na mesma cidade.

Cresce a preocupação com reincidência e falhas na proteção

Os casos reacendem a discussão sobre:

Em ambos, os suspeitos já apresentavam histórico de comportamento violento — e continuaram oferecendo risco mesmo após alertas prévios.