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Vaticano rejeita ordenação de mulheres ao diaconato
Comissão conclui que pesquisas histórica e teológica não sustentam mudança; Santa Sé diz que masculinidade de Cristo é parte da identidade sacramental
04/12/2025 17h57
Por: Redação
Foto: Reprodução

O Vaticano rejeitou, nesta quinta-feira (4/12), a possibilidade de que mulheres possam ser admitidas ao diaconato por meio do sacramento da ordem — grau que integra a hierarquia da Igreja Católica e é tradicionalmente reservado a homens. A decisão foi tomada por uma comissão presidida pelo cardeal Giuseppe Petrocchi e aprovada por nove votos a um.

Embora tenha descartado a mudança, o Vaticano recomendou que novos estudos sobre o tema continuem sendo realizados.

Segundo o comunicado oficial, a conclusão do grupo é que a “pesquisa histórica e a investigação teológica excluem a possibilidade de prosseguir” na direção da ordenação feminina ao diaconato. O documento afirma ainda que, à luz da Escritura, da Tradição e do Magistério, a posição é “forte”, embora não permita um julgamento definitivo — diferentemente do caso da ordenação sacerdotal, que já foi formalmente vedada pela Igreja.

 

Argumentos apresentados pela comissão

O relatório inclui argumentos favoráveis e contrários à admissão de mulheres ao diaconato.

Entre os argumentos favoráveis, estão:

Já os argumentos contrários, que prevaleceram, defendem que:

Esse trecho específico foi submetido a votação e terminou empatado: cinco votos pela manutenção e cinco pela retirada, evidenciando divergências internas.

 

Mulheres seguem impedidas de ascender à hierarquia

A decisão mantém inalterada a estrutura atual da Igreja Católica, que não permite mulheres nos cargos de diácono, padre, bispo, cardeal ou papa. O tema vinha sendo discutido desde o pontificado de Francisco, que chegou a criar comissões de estudo sobre as diaconisas da Igreja primitiva — figuras históricas cuja função, porém, não equivaleria ao diaconato sacramental atual.

Com o novo relatório, o Vaticano reafirma a posição tradicional, ao mesmo tempo em que tenta manter aberta a possibilidade de discussão acadêmica futura.