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Trump diz que dias de Maduro ‘estão contados’
Presidente dos EUA eleva tensão na América Latina e critica postura da Europa diante da guerra na Ucrânia
09/12/2025 17h03 Atualizada há 10 meses
Por: Redação
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em entrevista ao site Politico, que não descarta enviar tropas terrestres à Venezuela para derrubar o ditador Nicolás Maduro. A declaração amplia a tensão na região, onde Washington intensifica ações antidrogas e pressões diplomáticas.

O republicano também criticou duramente líderes europeus, classificando-os como “fracos” e afirmando que a Europa é um continente “em decadência”. As declarações ocorrem enquanto o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, cumpre agenda em Londres para discutir com aliados o plano de paz proposto pelos EUA.

 

EUA elevam pressão sobre a Venezuela

Durante a entrevista, Trump foi questionado sobre a possibilidade de enviar tropas ao território venezuelano. “Não quero confirmar nem descartar”, disse. O governo americano já ofereceu recompensas pela captura de Maduro e intensificou operações contra embarcações acusadas de transportar drogas ligadas ao regime.

Trump afirmou ainda que operações militares podem ser estendidas ao México e à Colômbia, países com os quais Washington tem tensões recentes por questões migratórias e de combate ao narcotráfico.

A nova Estratégia Nacional de Segurança, divulgada pela Casa Branca, reforça a intenção de reviver a Doutrina Monroe, priorizando o controle das fronteiras e ampliando o foco militar sobre a América Latina.

 

Críticas à Europa e pressões sobre a guerra na Ucrânia

Trump também atacou os líderes europeus, afirmando que o continente é “um grupo de países em decadência”, conduzido por dirigentes “politicamente corretos” que “não sabem o que fazer”.

O presidente dos EUA culpou governos da região pela incapacidade de encerrar a guerra na Ucrânia. A fala ocorre no mesmo dia em que Zelenski se reúne com os líderes do Reino Unido, França e Alemanha, em Londres, para discutir o plano americano — que Kiev rejeita por prever concessões territoriais à Rússia.

Trump voltou a pressionar a Ucrânia, defendendo que o país realize novas eleições e afirmando que Zelenski “não leu” completamente a proposta de paz. O líder ucraniano tem recusado ceder o controle de Donetsk e Luhansk, regiões que Moscou reivindica desde 2014.

 

Crise política em Kiev e escalada retórica contra Maduro

A entrevista também abordou a crise interna na Ucrânia. A saída de Andrii Iermak, chefe de gabinete de Zelenski, após denúncias de corrupção, enfraquece o governo em meio às negociações internacionais.

Trump, por sua vez, endureceu o discurso contra Maduro e disse que ataques contra alvos em terra podem começar “em breve”, ampliando dúvidas sobre a possibilidade de uma intervenção militar direta.

“Os dias deles estão contados”, afirmou sobre o regime venezuelano.

O ditador Nicolás Maduro nega as acusações e afirma que os EUA fabricam uma narrativa de cartel para justificar uma invasão. Caracas tem pedido apoio de aliados e alertado para o risco de escalada militar no continente.