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Golpe de carros de luxo movimentou R$ 56 milhões
Operação cumpre mais de 25 mandados em quatro cidades de São Paulo; grupo movimentou quase R$ 57 milhões em seis meses
10/12/2025 16h35
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (10) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes na venda de carros de luxo e lavar dinheiro por meio de criptomoedas. Embora sediado no ABC Paulista, o grupo fez vítimas em Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia. Ao menos 25 mandados judiciais foram cumpridos, incluindo 10 prisões temporárias, em quatro cidades paulistas: Guarujá, Santo André, Mauá e na capital.

 

Como funcionava o golpe

Segundo as investigações, a quadrilha utilizava documentos adulterados, perfis falsos e simulações de identidade para anunciar e vender veículos de alto padrão em plataformas digitais. Após receber o pagamento das vítimas, o grupo convertia imediatamente os valores em bitcoin, dificultando o rastreamento. As criptomoedas eram distribuídas em múltiplas carteiras digitais privadas, impedindo a recuperação rápida dos recursos.

A Polícia Civil bloqueou mais de R$ 3 milhões com o objetivo de ressarcir parte dos prejuízos sofridos pelos compradores enganados.

 

Esquema de lavagem e movimentação milionária

Além do uso de criptomoedas, o grupo recorria a empresas de fachada, operações de balcão e doleiros para reconverter os valores em moeda corrente, simulando legalidade das transações. Em apenas seis meses, a quadrilha movimentou R$ 56,9 milhões, segundo relatório policial.

A estrutura financeira e tecnológica empregada indica um nível elevado de sofisticação, com etapas planejadas para dificultar a identificação dos responsáveis e ocultar a origem ilícita dos recursos.

 

Próximos passos da investigação

Os presos são investigados pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. A operação contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo e segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos, além do rastreamento de bens que possam ter sido ocultados.