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Trump ameaça presidente da Colômbia: “É melhor ficar esperto”

Em ofensiva retórica, presidente dos EUA diz que Petro pode ser o “próximo alvo” da campanha antidrogas; declarações ampliam tensão regional

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
11/12/2025 às 16h36
Trump ameaça presidente da Colômbia: “É melhor ficar esperto”
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta quinta-feira (11/12) uma ameaça direta ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmando que ele “será o próximo” caso não “se conscientize”. A fala, feita durante uma mesa-redonda na Casa Branca, eleva o tom da política antidrogas americana e aumenta a tensão diplomática entre Washington e Bogotá.

 

Críticas à Colômbia e ameaça direta a Petro

Ao ser questionado por empresários se havia conversado com Petro, Trump respondeu que “não pensou muito sobre ele”, mas classificou o colombiano como “hostil aos Estados Unidos”. Em seguida, fez um alerta explícito:

“Ele vai ter sérios problemas se não se conscientizar […] Então, é melhor ficar esperto, ou será o próximo. Ele será o próximo. Espero que ele esteja ouvindo. Ele será o próximo, porque não gostamos de pessoas que matam”, afirmou.

Trump também acusou a Colômbia de ser um dos principais polos de produção de cocaína no mundo. “A Colômbia produz muitas drogas. Eles têm fábricas de cocaína. Eles fabricam cocaína”, declarou, afirmando que o produto seria comercializado diretamente para os Estados Unidos.

As afirmações acontecem em um momento de atrito entre Washington e Bogotá, marcado por críticas de Petro à política externa americana e pela deterioração da cooperação bilateral na área de combate ao narcotráfico.

 

Operação militar contra petroleiro venezuelano

As declarações de Trump vieram um dia após o governo americano anunciar a apreensão de um petroleiro com cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo no Caribe, durante uma operação militar contra embarcações ligadas à Venezuela.

“Acabamos de apreender um petroleiro na costa da Venezuela – um grande petroleiro, muito grande, o maior já apreendido, na verdade”, disse Trump durante a coletiva. Ele reiterou que a ação teria sido motivada pelo transporte de petróleo sancionado oriundo da Venezuela e do Irã.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que a operação cumpriu um mandado de apreensão contra um navio-tanque usado para transportar petróleo venezuelano e iraniano, ambos alvos de sanções americanas.

 

Impactos políticos

As declarações ampliam as tensões na América do Sul, que já enfrenta uma deterioração no clima diplomático em razão das pressões dos EUA sobre a Venezuela e, mais recentemente, da apreensão do petroleiro.

A fala de Trump sobre Petro tem potencial de gerar crise diplomática imediata, já que associa diretamente o governo colombiano a práticas criminosas e sugere uma possível intervenção na política interna do país.

A Colômbia ainda não se pronunciou oficialmente sobre a fala, mas aliados de Petro já classificam a declaração como um “ataque inaceitável à soberania nacional”.

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