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Garis relatam agressão após recusarem recolher lixo rasgado em Goiânia
Caso envolve frequentadores de academia no Jardim América e é apurado pela Polícia Civil
15/12/2025 15h23
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Dois garis do Consórcio Limpa Gyn denunciaram ter sido agredidos após se recusarem a recolher um saco de lixo rasgado durante a coleta no Jardim América, em Goiânia. Segundo a polícia, o desentendimento envolveu frequentadores de uma academia de jiu-jitsu e ocorreu no sábado (14). O caso é investigado pela Polícia Civil.

O que aconteceu

De acordo com o relato dos trabalhadores à polícia, um dos sacos de lixo deixados na calçada não foi recolhido por estar aberto, o que contraria as normas da empresa responsável pela coleta. Após a recusa, os garis afirmam que foram agredidos por homens identificados como lutadores de jiu-jitsu que estavam no local.

O caminhão de coleta ficou parado em frente à academia, enquanto um grupo de homens discutia com os trabalhadores. No depoimento, não foi informada a quantidade de pessoas envolvidas na confusão.

Versões e investigação

A Polícia Militar foi acionada, mas os suspeitos não estavam mais no local quando a equipe chegou. Os garis passaram por exame de corpo de delito e foram orientados a comparecer ao 7º Distrito Policial de Goiânia para dar andamento ao registro formal do caso.

A academia negou que tenha havido agressão física e afirmou que ocorreu apenas uma discussão verbal. Segundo a versão apresentada à emissora, havia uma confraternização no local e os funcionários da limpeza urbana teriam espalhado lixo e ofendido verbalmente as pessoas presentes.

O Consórcio Limpa Gyn informou que acompanha o caso por meio de seu departamento jurídico e que irá cobrar a responsabilização dos envolvidos. A empresa reforçou que é dever da população acondicionar corretamente o lixo, em sacos resistentes e bem fechados, e que os coletores não são responsáveis por ensacar resíduos.

A Polícia Civil apura as circunstâncias do episódio e deve ouvir as partes envolvidas nos próximos meses. Até o momento, os nomes dos suspeitos não foram divulgados, e a Federação de Jiu-Jitsu de Goiás informou que não tem conhecimento do caso.