
Um avião comercial da JetBlue precisou interromper a subida para evitar uma possível colisão com uma aeronave militar dos Estados Unidos durante um voo entre Curaçao, no Caribe, e Nova York. O incidente ocorreu na sexta-feira (12), em área próxima ao espaço aéreo da Venezuela, segundo informações da agência Associated Press.
De acordo com a Associated Press, o comandante do voo relatou ao controle de tráfego aéreo que um avião-tanque da Força Aérea dos EUA cruzou diretamente a rota da aeronave comercial enquanto voava sem o transponder ligado, equipamento que permite o rastreamento da posição no ar. Na gravação obtida pela agência, o piloto afirma que as duas aeronaves estavam na mesma altitude e a cerca de 4,8 quilômetros de distância.
Diante da situação, o piloto informou que precisou interromper imediatamente a subida do avião da JetBlue. Após a manobra evasiva, a aeronave militar teria alterado o curso e seguido em direção ao espaço aéreo venezuelano.
Em nota divulgada no domingo (14), o porta-voz da JetBlue, Derek Dombrowski, afirmou que o episódio foi comunicado às autoridades americanas e que a companhia aérea irá colaborar com eventuais investigações. A Força Aérea dos Estados Unidos não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela agência de notícias.
O incidente ocorre em meio ao aumento da presença militar dos EUA na região. Desde setembro, o governo americano deslocou equipamentos e forças navais para áreas próximas à Venezuela, incluindo o porta-aviões USS Gerald Ford. Nas últimas semanas, ações militares dos EUA resultaram em bombardeios a embarcações no Caribe e no Pacífico, sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas.
No mês passado, a Administração Federal de Aviação (FAA) emitiu um alerta recomendando cautela a aeronaves civis que operam próximas ao espaço aéreo venezuelano, citando a deterioração do cenário de segurança e o crescimento da atividade militar na região.
O caso reacende preocupações sobre a segurança da aviação civil em áreas de tensão geopolítica, especialmente em regiões onde operações militares intensas coexistem com rotas comerciais internacionais.