
Países do Mercosul divulgaram, neste sábado (22), um comunicado conjunto que repudia o governo de Nicolás Maduro e defende o “pleno restabelecimento da ordem democrática” na Venezuela. O Brasil e o Uruguai optaram por não assinar o documento.
A declaração foi oficializada durante a 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR).
Assinaram o comunicado os presidentes da Argentina, Paraguai e Panamá, além das delegações de Bolívia, Equador e Peru. O texto expressa “preocupação severa” com a crise migratória, humanitária e social enfrentada pela Venezuela.
O documento afirma que os países signatários consideram que a Venezuela vive sob um regime ditatorial, ao acusarem o governo de fraudar eleições e de não apresentar atas eleitorais que comprovem a reeleição de Maduro. Desde janeiro de 2024, o país está suspenso do Mercosul.
Os líderes também exortam as autoridades venezuelanas a cumprir padrões internacionais de direitos humanos, libertar presos considerados arbitrários e garantir o devido processo legal e a integridade física dos cidadãos.
Durante a cúpula, o presidente da Argentina, Javier Milei, declarou apoio às ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o governo venezuelano. A fala ocorreu horas após o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, criticar a presença militar norte-americana na região.
Na abertura do encontro, Lula demonstrou preocupação com o acirramento das tensões e afirmou que uma eventual intervenção na Venezuela poderia gerar instabilidade regional na América Latina.