
Um general do Exército da Rússia morreu após a explosão de um carro-bomba no sul de Moscou, nesta segunda-feira (22). A informação foi confirmada por investigadores russos, que apuram a possibilidade de envolvimento dos serviços de inteligência da Ucrânia no ataque.
A bomba explodiu sob um veículo modelo Kia Sorento conduzido pelo tenente-general Fanil Sarvarov, chefe da Diretoria de Treinamento Operacional do Exército russo, no momento em que ele deixava uma vaga de estacionamento nas primeiras horas da manhã.

Moradores da região relataram ter ouvido uma forte explosão. “Achamos que fosse um ataque de drone”, disse um dos residentes do bairro.
O Comitê de Investigação da Rússia informou que Sarvarov morreu em decorrência dos ferimentos provocados pela explosão. Um vídeo divulgado pelas autoridades mostra o veículo completamente destruído, com uma das portas arrancada.
Segundo a porta-voz do comitê, Svetlana Petrenko, investigadores recolhem provas forenses, analisam imagens de câmeras de segurança e ouvem testemunhas. “Diversas versões estão sendo examinadas, incluindo a possível participação dos serviços de inteligência ucranianos na organização do crime”, afirmou.
Até o momento, não houve manifestação oficial por parte do governo ucraniano.
O site ucraniano Myrotvorets, plataforma não oficial que mantém um banco de dados de pessoas classificadas como criminosos de guerra ou traidores, atualizou a página dedicada a Sarvarov informando que o general, de 56 anos, havia sido “liquidado”.
Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, há quase quatro anos, militares russos e aliados de alto escalão da ofensiva de Moscou têm sido alvo de assassinatos e atentados. Em alguns casos, a inteligência militar ucraniana chegou a reivindicar a autoria das ações.
O ataque ocorre em meio às tentativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de costurar um acordo de paz entre Kiev e Moscou até o fim do ano. O plano envolve concessões territoriais por parte da Ucrânia, condicionadas a garantias internacionais de segurança.
Nesta semana, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que o país deseja encerrar o conflito por meio de negociações. Já a União Europeia anunciou que desistiu de usar reservas russas congeladas na Bélgica como lastro para um empréstimo à Ucrânia.