
O governo dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira (23) um novo lote de documentos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual de menores. Ao todo, são cerca de 29 mil páginas com fotos, áudios, vídeos, registros judiciais e documentos do FBI, liberados por força de uma lei aprovada pelo Congresso americano.

A nova divulgação reacendeu discussões ao trazer referências ao presidente Donald Trump, que manteve relação social com Epstein nos anos 1990. E-mails internos citam Trump como passageiro em ao menos oito voos no jato particular de Epstein entre 1993 e 1996, além de uma intimação enviada em 2021 à sua residência em Mar-a-Lago no processo contra Ghislaine Maxwell, condenada por tráfico sexual.
O Departamento de Justiça dos EUA afirmou que parte do material contém acusações falsas, informações não comprovadas e conteúdos sensacionalistas que circularam na internet. A Casa Branca reforçou que Trump não é investigado e que não há acusação formal contra o presidente relacionada ao caso Epstein.
Os documentos também citam o Brasil. Um depoimento ao FBI menciona a existência de um “grande grupo brasileiro”, além de referências genéricas a mulheres que teriam vindo do país, algumas descritas como modelos. As informações estão fortemente tarjadas, sem identificação de nomes ou confirmação de investigações específicas envolvendo brasileiros.
Até o momento, o Ministério da Justiça, o Itamaraty e a Polícia Federal não se manifestaram sobre o conteúdo divulgado nem sobre eventuais desdobramentos no Brasil.
Segundo o Departamento de Justiça, os documentos foram tornados públicos sem contexto completo, o que mantém lacunas sobre a rede de relações de Epstein. O órgão informou que novas remessas de arquivos devem ser divulgadas nas próximas semanas.