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Empresário é morto após briga por moto aquática em Caldas Novas
Suspeito teria deixado o local, buscado uma arma e retornado ao guarda-barcos; ele foi preso em flagrante e deve responder por homicídio qualificado
06/01/2026 17h34
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O empresário Bruno Guerra da Silva, de 44 anos, foi morto a tiros no domingo (4) às margens do Lago Corumbá, em Caldas Novas, após um desentendimento envolvendo o uso de uma moto aquática. Um homem de 33 anos também foi atingido pelos disparos e sobreviveu.

Segundo a Polícia Militar, a confusão começou quando o suspeito, que pilotava uma moto aquática, discutiu com funcionários de um guarda-barcos. Testemunhas relataram que ele estaria usando o equipamento para jogar água nas pessoas e foi repreendido.

Suspeito teria buscado arma após discussão

De acordo com a PM, após o desentendimento inicial, o homem deixou o local e foi até o próprio apartamento, onde teria pegado uma arma de fogo. Em seguida, retornou ao guarda-barcos e efetuou os disparos. Bruno, proprietário do estabelecimento, acabou atingido e morreu no local.

O delegado responsável pelo caso, André Barbosa, afirmou que o suspeito alegou não ter intenção de atingir o empresário. “Segundo ele, Bruno teria avançado como se fosse brigar, e então ele disparou. No entanto, essa versão não foi confirmada pelos elementos colhidos no inquérito”, explicou.

Prisão em flagrante e antecedentes

Após o crime, o suspeito fugiu em uma motocicleta, mas foi localizado pelo Batalhão de Policiamento Turístico em uma área de mata e encaminhado à Central de Flagrantes de Caldas Novas. Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (5) e teve a prisão mantida.

Segundo a polícia, o homem já possui condenações por receptação, tráfico de drogas, associação para o tráfico e comércio ilegal de armas de fogo. No dia do crime, ele cumpria pena em regime semiaberto.

Agora, deve responder por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a dinâmica e as circunstâncias do caso.

Defesa diz que apuração ainda está em curso

Em nota, o escritório responsável pela defesa do suspeito afirmou que os fatos ainda estão sendo investigados e que, até o momento, não existe um conjunto probatório definitivo que permita conclusões seguras sobre responsabilidades. Os advogados destacaram que qualquer análise de mérito é prematura e que a defesa se manifestará no momento processual adequado.