A Casa Branca divulgou, na madrugada desta sexta-feira (16), uma foto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebendo a medalha do Prêmio Nobel da Paz das mãos da líder da oposição venezuelana María Corina Machado. O registro foi feito durante uma reunião a portas fechadas no Salão Oval, que durou cerca de duas horas.
Segundo a presidência americana, o encontro teve como pauta a situação política da Venezuela e ocorreu 13 dias após a operação militar dos Estados Unidos no país, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores. A entrega da medalha foi descrita como um reconhecimento ao papel de Trump no processo que levou à queda do regime.
A imagem foi registrada sob o retrato de George Washington, no mesmo Salão Oval onde Corina Machado se reuniu com o ex-presidente George W. Bush em 2005, quando já atuava na oposição venezuelana e integrava movimentos da sociedade civil contra o chavismo.
Apesar do destaque dado ao encontro, a entrega da medalha não tem valor formal. O Prêmio Nobel da Paz é pessoal e intransferível, e Trump não é laureado pela premiação. Em comunicado, o gabinete de comunicação da oposição venezuelana afirmou que o gesto teve caráter simbólico e representou a luta do povo venezuelano por liberdade.
“Em reconhecimento à ação firme e baseada em princípios do presidente Trump para garantir uma Venezuela livre”, diz a justificativa divulgada por aliados de Corina Machado e do líder oposicionista Edmundo González.
Após a divulgação da foto, Trump afirmou em sua rede social que considerou uma “grande honra” receber a líder venezuelana e a medalha. O presidente americano também reiterou a avaliação de que merecia o reconhecimento internacional, embora não tenha sido oficialmente indicado ou premiado pelo Comitê Nobel.
Depois da reunião, María Corina Machado voltou a defender que a oposição venezuelana tenha protagonismo no novo cenário político do país. A posição contrasta com declarações anteriores de Trump, que afirmou que a líder conservadora não conta com apoio suficiente em toda a Venezuela para assumir o comando do país.
O encontro reforça o alinhamento político entre a oposição venezuelana e a atual gestão americana, em meio à reorganização do poder na Venezuela após a intervenção dos Estados Unidos.