Um bebê de 1 ano foi internado em Goiânia após engolir uma bateria tipo botão retirada de uma lousa infantil. A criança ficou cerca de 12 horas com o objeto preso no esôfago e apresentou início de necrose, além de risco de perfuração, segundo os médicos. O caso ocorreu no dia 13 de janeiro.
De acordo com a mãe, Renata Porto, o filho, Pedro, começou a apresentar sinais incomuns enquanto brincava em casa, como sonolência excessiva e salivação intensa. Ele foi levado a um hospital, onde um raio-x identificou um objeto no esôfago. Inicialmente, a suspeita era de uma peça plástica, o que retardou a retirada.
Após a família procurar outro atendimento, exames confirmaram que se tratava de uma bateria de lítio, semelhante às usadas em relógios. O objeto foi removido por endoscopia, procedimento que revelou lesões no esôfago compatíveis com necrose química. Exames posteriores descartaram perfuração, e o bebê recebeu alta no sábado (18), mas seguirá em acompanhamento médico.
Segundo os médicos, a ingestão de baterias é uma das emergências pediátricas mais graves, já que o objeto libera substâncias tóxicas poucas horas após a ingestão, podendo causar queimaduras internas e infecções. A mãe alertou que a bateria era de uma lousa infantil comum, com compartimento frágil, e reforçou o pedido de atenção aos riscos escondidos em brinquedos.
Especialistas recomendam vigilância constante, especialmente com crianças menores de três anos, além de atenção ao selo do Inmetro e ao estado de brinquedos que utilizam baterias.