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Macron reage a Trump em Davos e diz que Europa não aceitará imperialismos
Presidente francês critica pressão dos EUA sobre a Groenlândia, defende Dinamarca e afirma que União Europeia não vai se curvar à “lei do mais forte”
20/01/2026 16h54
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira (20), durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que a Europa “não se curvará à lei do mais forte” e que “não é o momento para imperialismos e colonialismos”. A fala foi uma resposta direta às investidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para anexar a Groenlândia.

Usando óculos escuros por conta de uma condição ocular, Macron disse que a União Europeia seguirá ao lado da Dinamarca, responsável pelo território da Groenlândia, e classificou como “estarrecedora” a postura americana. Segundo ele, o bloco europeu avalia inclusive recorrer ao chamado instrumento anticoerção para reagir a pressões comerciais dos EUA.

“A Europa pode ser lenta, mas é previsível, tem regras e Estado de Direito. Isso hoje é uma vantagem”, afirmou o presidente francês. Macron também defendeu a ampliação de investimentos chineses no continente, contrariando a estratégia de Washington de limitar a presença da China no Ocidente.

 

O discurso ocorreu horas depois de Trump divulgar, na rede Truth Social, uma mensagem privada enviada por Macron, na qual o francês questiona diretamente a ofensiva dos EUA sobre a Groenlândia. No texto, Macron propõe ainda uma reunião do G7 em Paris, com a participação de Dinamarca, Ucrânia e outros países.

A tensão aumentou após Trump ameaçar impor tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhes franceses, como forma de pressionar Macron a aderir ao chamado “Conselho da Paz”, iniciativa americana para mediar conflitos internacionais. A França já sinalizou que deve recusar o convite, enquanto líderes europeus preparam uma reunião de emergência em Bruxelas para discutir a escalada diplomática.