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PF apura lavagem de R$ 39 milhões com criptomoedas
Grupo é investigado por movimentar dinheiro do tráfico de drogas no Brasil e no exterior; sete mandados de prisão foram expedidos
21/01/2026 16h37
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (21), a Operação Narco Azimut, contra uma quadrilha suspeita de lavar mais de R$ 39 milhões, incluindo valores movimentados por meio de criptomoedas. Segundo a PF, apenas nesse tipo de ativo digital, o grupo teria movimentado mais de R$ 15,4 milhões.

As investigações são um desdobramento da Operação Narco Bet, que apura a lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas e que resultou, em fase anterior, na prisão do influenciador conhecido como Buzeira. A partir dessa apuração, os investigadores identificaram um novo núcleo responsável pela circulação de grandes quantias de recursos ilícitos.

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha atuava na movimentação de dinheiro em espécie, por transferências bancárias e por criptomoedas, tanto no Brasil quanto no exterior. O levantamento financeiro aponta a movimentação de cerca de R$ 15,5 milhões em dinheiro vivo, R$ 8,7 milhões via sistema bancário e R$ 15,4 milhões em criptoativos.

Os suspeitos já haviam sido citados em investigações anteriores e, segundo a PF, contavam com o apoio de outras pessoas físicas e jurídicas para ocultar e dissimular a origem dos recursos. Ao todo, a Justiça expediu sete mandados de prisão, todos autorizados pela 5ª Vara Federal de Santos.

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Santos, Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo, São José dos Campos, Goiânia e Armação de Búzios.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio e a apreensão de bens dos investigados. Também foram impostas restrições como a proibição de movimentar empresas e de transferir bens móveis e imóveis adquiridos com recursos de origem criminosa.

Segundo a Polícia Federal, já foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos e documentos, que agora passam por análise. Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A Operação Narco Azimut segue em andamento, e a PF não descarta novas fases ou o surgimento de outros envolvidos a partir da análise do material apreendido.