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Déficit do governo sobe, mas meta fiscal é cumprida
O rombo representa uma piora de 32% em relação a 2024, quando o déficit primário foi de R$ 42,9 bilhões. Ainda assim, o resultado ficou distante do cenário observado em 2023
29/01/2026 15h56
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução/Agência Brasil

As contas do governo federal encerraram 2025 com déficit primário de R$ 61,7 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional. Apesar do resultado negativo, o governo conseguiu cumprir a meta fiscal prevista para o ano, dentro das regras do novo arcabouço fiscal.

O rombo representa uma piora de 32% em relação a 2024, quando o déficit primário foi de R$ 42,9 bilhões. Ainda assim, o resultado ficou distante do cenário observado em 2023, quando o saldo negativo chegou a R$ 250,1 bilhões, já corrigidos pela inflação.

De acordo com o Tesouro, no acumulado de 2025:

O crescimento foi impulsionado principalmente pela elevação da arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), receitas com exploração de recursos naturais e outros tributos. Por outro lado, houve redução no volume de dividendos pagos ao governo.

Somente em dezembro de 2025, a receita total subiu R$ 7,6 bilhões em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto a receita líquida teve aumento de R$ 3,9 bilhões.

Mesmo com o déficit de R$ 61,7 bilhões, a meta fiscal de 2025 foi considerada cumprida. O objetivo original do governo era zerar o resultado primário, mas o arcabouço fiscal prevê uma margem de tolerância de até 0,25 ponto percentual, o que permite variação de cerca de R$ 31 bilhões para cima ou para baixo.

Além disso, diversas despesas foram excluídas do cálculo da meta, entre elas:

Com essas exclusões, o déficit poderia alcançar até R$ 79,65 bilhões sem caracterizar descumprimento formal da meta fiscal.