Um ataque suicida deixou 31 pessoas mortas e pelo menos 130 feridas nesta sexta-feira (6) em uma mesquita xiita localizada em Islamabad, capital do Paquistão. A informação foi confirmada por autoridades locais. O atentado ocorreu durante as orações de sexta-feira, quando um homem-bomba detonou explosivos dentro do templo religioso.
Segundo relatos preliminares de equipes de resgate e testemunhas, a explosão foi de grande intensidade e lançou diversas vítimas para um jardim localizado em frente à mesquita. Imagens divulgadas pela imprensa local mostram o local tomado por destroços, ambulâncias e equipes de emergência prestando socorro aos feridos.
Essa percepção começou a ser revista no fim do ano passado, quando outro ataque suicida atingiu a capital e deixou 11 mortos. Na ocasião, as autoridades atribuíram a autoria a um cidadão afegão, mas nenhum grupo terrorista reivindicou oficialmente a ação.
Os xiitas, que representam uma minoria em um país de maioria sunita, historicamente são alvo de grupos extremistas que os consideram hereges. Esses ataques costumam ocorrer durante grandes celebrações religiosas ou momentos de oração, com o objetivo de maximizar o número de vítimas e gerar instabilidade social.
Até o momento, nenhuma organização reivindicou a autoria do atentado desta sexta-feira.
O primeiro-ministro do Paquistão, Muhammad Shehbaz Sharif, condenou o ataque em nota oficial. Ele classificou o episódio como uma “explosão criminosa” e afirmou ter determinado a abertura imediata de uma investigação pelo Ministério do Interior.
“O melhor atendimento médico possível deve ser garantido aos feridos. Não permitiremos que ninguém espalhe discórdia e instabilidade no país”, declarou Sharif, acrescentando que o ministro da Saúde deverá acompanhar pessoalmente o atendimento às vítimas.
Após o atentado, as autoridades paquistanesas reforçaram a segurança em Islamabad e em outras grandes cidades do país. Barreiras policiais adicionais foram instaladas, e forças de segurança ampliaram as buscas por possíveis cúmplices ou conexões do homem-bomba.
As investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis pelo ataque e apurar se há ligação com grupos extremistas atuantes na região.