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EUA interceptam petroleiro no Oceano Índico
Departamento de Guerra divulgou imagens da operação e afirmou que nenhuma outra nação tem capacidade de impor sua vontade “por terra, ar ou mar”. Embarcação estaria ligada a sanções impostas pelo governo Trump
09/02/2026 17h53
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Os Estados Unidos anunciaram, na noite deste domingo (8), a interceptação de um petroleiro no Oceano Índico, em mais uma ação ligada ao bloqueio naval e às sanções impostas pelo governo do presidente Donald Trump. Segundo o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, o navio foi rastreado desde o Mar do Caribe até o local da abordagem.

De acordo com a publicação oficial feita na rede social X, a embarcação — identificada como Aquila II — teria desrespeitado uma quarentena estabelecida pelo governo americano, tentado fugir e sido perseguida por milhares de quilômetros antes de ser abordada por forças do Comando Indo-Pacífico dos EUA.

Imagens divulgadas pelo governo mostram militares americanos chegando ao petroleiro a partir de um helicóptero e realizando a abordagem no alto-mar. No texto que acompanhou o vídeo, o Departamento de Guerra adotou um tom duro e ameaçador.

“Nada impedirá o Departamento de Guerra de defender nossa pátria — mesmo em oceanos do outro lado do mundo. (…) Rastreamos e caçamos essa embarcação do Caribe até o Oceano Índico. Nenhuma outra nação no planeta Terra tem a capacidade de impor sua vontade em qualquer domínio”, afirmou o órgão.

A publicação também diz que, “por terra, ar ou mar”, as Forças Armadas dos EUA encontrarão embarcações que tentem escapar das sanções impostas por Washington.

 

Bloqueio naval e sanções

A interceptação do Aquila II ocorre no contexto de um bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos no início de dezembro, voltado principalmente a embarcações associadas ao transporte de petróleo de países sob sanções, como a Venezuela.

Segundo o governo americano, os navios interceptados fariam parte de uma chamada “frota fantasma”, usada para burlar restrições internacionais, operar com bandeiras falsificadas ou registrar dados irregulares de origem e destino da carga.

 

Outros petroleiros já foram interceptados

Levantamento com base em dados de rastreamento marítimo indica que ao menos três grandes petroleiros foram alvo de tentativas de interceptação desde o início do bloqueio naval. Todas as embarcações tinham capacidade superior a 300 mil toneladas e operavam no transporte de petróleo cru.

As ações ocorreram entre os dias 10 e 21 de dezembro e envolveram navios registrados sob bandeiras da Guiana e do Panamá. Em pelo menos um dos casos, autoridades locais afirmaram que a bandeira era usada de forma irregular. Já a Casa Branca declarou que outra embarcação operava com registro falsificado.

 

Escalada de tensão

A nova interceptação reforça a escalada do tom adotado por Washington em relação ao cumprimento das sanções internacionais e amplia o alcance geográfico das operações militares americanas, agora estendidas do Caribe ao Oceano Índico.

Até o momento, o governo dos Estados Unidos não informou o destino final do Aquila II, se houve apreensão da carga ou se a tripulação foi detida. O caso segue sendo acompanhado por autoridades militares e diplomáticas.