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Chefe da Previdência do Amapá deixa cargo após ação contra Master
Polícia investiga aplicação de R$ 400 milhões da previdência do Amapá no Banco Master; Jocildo Lemos é aliado de Alcolumbre
11/02/2026 14h57 Atualizada há 8 meses
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira (11), após ser alvo de operação da Polícia Federal que apura investimentos de R$ 400 milhões da autarquia no Banco Master. Lemos foi indicado ao posto pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A Amprev é responsável pela gestão do regime próprio de previdência dos servidores do Amapá. Segundo a Polícia Federal, as decisões que resultaram na aplicação dos recursos foram tomadas em menos de 20 dias, apesar de alertas técnicos internos e questionamentos sobre riscos do investimento.

De acordo com a investigação, Jocildo Lemos teve papel central nas reuniões do comitê de investimentos realizadas em julho de 2024. A PF afirma que houve fragilidades na governança, ausência de diligências técnicas mais robustas e concentração de risco nas operações com o Banco Master.

Em nota publicada no site da Amprev, Lemos afirmou que pediu exoneração para garantir que a Justiça atue com independência e disse confiar na legalidade dos procedimentos adotados. Ele destacou ainda que, sob sua gestão, o patrimônio da autarquia teria crescido 41% entre 2023 e 2025.

A investigação integra uma série de apurações envolvendo o Banco Master, instituição que entrou em liquidação após decisão do Banco Central. O caso pode ter impacto na gestão dos recursos previdenciários do estado e segue sob análise da Polícia Federal.