Goiás tem o segundo maior custo de vida da região Centro-Oeste e ocupa a 9ª posição no ranking nacional, segundo levantamento da Serasa. O gasto médio mensal no estado é de R$ 3.370, valor abaixo da média brasileira, estimada em R$ 3.520.
Na comparação regional, Goiás só fica atrás do Distrito Federal e supera Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A pesquisa, realizada pelo Opinion Box com mais de 6 mil entrevistados entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, aponta que despesas essenciais consomem cerca de 57% do orçamento das famílias goianas.
O maior peso individual é o supermercado, com média de R$ 890 mensais. Em seguida aparecem os custos de moradia, que variam entre R$ 870 e R$ 900. As contas recorrentes — como luz, água e internet — somam em média R$ 530 no estado.
A energia elétrica é apontada como principal fator de pressão em 2025. Dados do IMB/IBGE indicam alta acumulada de 30,06% no ano, o que ajudou a elevar os gastos fixos no Centro-Oeste, região que registra o maior custo médio de contas recorrentes do país.
Em saúde e atividade física, os goianos desembolsam em média R$ 570 por mês, acima da média nacional de R$ 540. No transporte e mobilidade, o gasto chega a R$ 410, também superior aos R$ 350 do restante do país. Já no lazer, o estado aparece acima da média brasileira, enquanto as compras de bens não essenciais ficam abaixo do padrão nacional.
Apesar de alguma estabilidade recente nos alimentos, itens como carne bovina continuam pressionando o orçamento. Em contrapartida, a queda nos preços da gasolina e do etanol trouxe leve alívio ao grupo de transportes no fim do ano.
O levantamento mostra que apenas 19% dos moradores do Centro-Oeste consideram fácil administrar as despesas atuais. Com boa parte da renda comprometida por gastos essenciais, o planejamento financeiro se torna decisivo para lidar com imprevistos — especialmente em um cenário em que o custo médio de vida ainda supera o salário-mínimo projetado.