Manifestantes entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires nesta quarta-feira (11), durante protestos contra a reforma trabalhista discutida no Senado argentino.
Os atos ocorrem enquanto parlamentares analisam o projeto enviado pelo governo do presidente Javier Milei, que propõe mudanças nas regras trabalhistas do país.
De acordo com a emissora argentina TN, afiliada da CNN, ao menos dois manifestantes foram detidos e quatro policiais ficaram feridos.
Durante o protesto:
Um grupo lançou coquetéis molotov contra as forças de segurança;
Pedras também foram arremessadas contra policiais;
Caminhões-pipa foram usados para dispersar a multidão.
Um forte esquema de segurança foi montado no centro da capital, com bloqueios em ruas e avenidas próximas ao Congresso.
A entidade informou que encerraria a manifestação por volta das 16h (horário de Brasília), com a leitura de um documento oficial contra a reforma.
A reforma trabalhista faz parte do pacote de medidas econômicas defendidas por Milei, que argumenta que as mudanças são necessárias para flexibilizar o mercado de trabalho e estimular investimentos.
Já sindicatos afirmam que a proposta reduz direitos trabalhistas e enfraquece a proteção social.
O clima de tensão no Congresso reflete a polarização política que marca o governo Milei desde o início de sua gestão.